Dia das Mães: Minha experiência com gravidez, parto e amamentação

Como eu vivi cada fase.

9 de maio de 2014     Diário de Mãe, Maternidade     5 comentários

Dia das mães chegando e como estarei comemorando a data pela terceira vez sendo mãe, senti vontade de fazer um “especial” aqui no blog contando um pouco da minha experiência. Eu sempre recebo perguntas das minhas amigas sobre como foi a minha gravidez, se eu enjoei muito, quanto eu engordei… etc. por isso acredito que seja um assunto legal de compartilhar.

A GRAVIDEZ

Eu e meu marido demoramos 1 ano e 4 meses pra conseguir engravidar, fazíamos teste de farmácia todos os meses – sem exceção, rs. Quando finalmente deu positivo, a alegria foi tanta que em 2 minutos eu acho que já tinhamos contado a notícia pra família inteira.

Eu tenho escoliose e sempre reclamei de dores na coluna, uma vez o médico me disse que engravidar não era uma boa ideia para mim, porque muito provalmente eu sofreria bastante por causa do peso da barriga e etc. Eu era adolescente, achei a notícia tranquila e até concordei. Para a minha surpresa, durante a gravidez eu não senti NENHUMA dor na coluna, nem parecia que eu estava grávida, que coisa boa né?

E olha o tamanho da barriga:

Como toda grávida (ou a maior parte) , tive enjôos, câimbras, falta de ar, estrias, engordei… mas na coluna onde o problema deveria ter sido maior, não senti nadinha. Deus foi extremamente bom comigo.

A gravidez foi muito tranquila, não precisei ir ao hospital nenhuma vez, as consultas do pré-natal foram corretinhas, marido me mimou de todas as formas possíveis e imagináveis. Foi muito bom mesmo. Tanto que dá saudade, rs.

O PARTO

Agora é a hora que eu sei que muita gente vai aparecer aqui pra me julgar, mas tudo bem. Desde o momento em que eu e meu marido decidimos ter um filho, eu já sabia perfeitamente que tipo de parto eu queria: cesariano. E assim foi.

Por vários motivos eu não queria experimentar um parto “normal”, inclusive tive várias conversas com a minha médica e ela em nenhum momento me deixou com qualquer tipo de insegurança com relação ao parto cesariano, e olha que eu nem paguei particular, fiz tudo pelo plano de saúde – antes que digam que ela me convenceu porque queria ganhar dinheiro.

Eu admiro a mulher que consegue ter seu bebê de forma natural, acho de muita coragem e determinação, porém eu não acho que essa mulher seja mais ou menos mãe do que eu por isso. Com toda certeza!

Eu queria que tudo fosse planejado para o momento do nascimento do meu bebê, eu queria ter data, hora e local certos para viver o melhor momento da minha vida, eu queria que minha mãe pudesse se programar no trabalho para estar comigo quando eu fosse para o hospital… e eu tive tudo isso. Não tenho como descrever como foi mágico.

O parto cesariano, pelo menos pra mim, foi EXCELENTE. A anestesia incomoda sim, mas não dói. Você sente tudo o que acontece: a médica mexendo na sua barriga, a hora que o bebê sai… só que sem dor. Você fica meio grogue mas totalmente consciente.

Após o nascimento da nossa princesa, começamos então uma outra fase.
Papai e Mamãe da Alinne.

AMAMENTAÇÃO

Antes de ter a minha filha, eu JAMAIS havia cuidado de um bebê. O máximo que eu fazia era segurar por poucos minutos os bebês das amigas, mas nunca havia trocado uma fralda, dado uma mamada… nada! Mas ser mãe é algo tão mágico que quando a Alinne nasceu parecia que eu já era mãe há 500 anos. Não tive medo de dar banho, de segurar, de trocar a fralda… mas amamentar… foi outro caso.

Na maternidade, enquanto eu ainda estava me recuperando da anestesia, a minha mãe e uma enfermeira me ajudava a dar de mamar, foi esquisito e tranquilo ao mesmo tempo. Mas quando chegamos em casa e eu fui amamentar sozinha, ela pegava o peito de forma errada e eu não conseguia corrigir, então ela começou a chorar e foi a primeira vez que eu entrei em desespero me sentindo incapaz de cuidar dela. Fiquei MUITO nervosa e quanto mais ela chorava, menos conseguia mamar.

Meu marido ligou para uma enfermeira super legal que conhecemos na maternidade e como a princesa estava chorando muito de fome, ela nos orientou a dar 30ml de leite na mamadeira para ela se acalmar. Já era noite e ela estava de plantão, o jeito era resolver o problema para que todos conseguissem dormir e descansar para a nova rotina que já havia começado agitada, rs.

Alinne sempre foi uma bebê tranquila para dormir, ela acordava apenas duas vezes para mamar durante a noite, mas era sempre difícil porque ela não pegava o seio corretamente e eu ficava muito nervosa, para não deixá-la com fome escolhia complementar com mamadeira. Meus seios racharam, sangraram, eu chorei, usei pomada pra aliviar, tentei de novo, e de novo, e de novo… até que com 2 meses e meio ela não aceitou mais o peito. Sei que muita gente pode me criticar por isso, mas cada uma vive a sua realidade. Eu sempre dizia que queria amamentar por pelo menos 6 meses porque além de ser o correto e saudável, achava lindo, mas na prática foi completamente diferente pra mim. Foi sofrido, foi desesperador não conseguir suprir a necessidade da minha filha.

Chorei uns dias, mas depois entendi que o melhor era continuar na mamadeira para não deixa-la com fome. Então não me atirem pedras por não ter amamentado o mínimo de tempo que o mundo diz ser correto. Minha experiência com amamentação foi essa, mas, mais uma vez eu defendo a bandeira de que a mãe que amamenta seu filho por 6 meses – 1 ano – 2 anos, não é mais ou menos mãe do que eu só porque eu parei de amamentar com 2 meses e meio. São realidades diferentes, vidas diferentes. Tenho amigas que dizem que amamentar é a melhor coisa do planeta, pois pra mim não foi bem assim.

Quando passei a dar mamadeira, consequentemente a Alinne passou a dormir mais, passou a acordar apenas 1 vez durante a noite e não mais duas como quando estava no peito. Com 4 meses ela já dormia a noite toda. Ela foi (e ainda é) a bebê mais gostosa do universo, cheia de saúde – Graças a Deus – e energia pra dar e vender.

Todas as vezes que ela acorda de madrugada, eu estou lá. Todas as vezes que ela cai e se machuca, eu cuido. Todas as vezes que ela tem febre, eu dou remedinho. Todas as vezes que ela quer brincar, eu sento no chão e brinco. Todas as vezes que ela precisa de ajudo, eu dou a mão. E tantas outras coisas.

Sou eu quem ela chama de mamãe, então o fato de ter amamentado apenas 2 meses e meio não vai tirar isso de mim.

– – –

Gostaram do post? Não dá pra explicar o que é ser mãe, mas dá pra dizer que é um amor tão grande que nem cabe no peito.

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Comentários

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  1. 11 de maio de 2014 às 12:20 pm

    gente, que massa esses registros…

    deve ser uma sensação maravilhosa, né? adorei!

    <3

  2. 19 de maio de 2014 às 1:52 pm

    Que lindo! Eu tenho um pouco de medo quando meu dia chegar, mais acho que toda mulher ja nasce sabendo como cuidar de um bb, isso que é maternidade! Parabéns, que Deus continue abençoando sua bb e sua família! Grande abraço

  3. 29 de maio de 2014 às 8:45 pm

    Melhor presente, sem preço!

  4. 7 de outubro de 2016 às 6:12 pm

    Te entendo perfeitamente. Também não amamentei minha filha por muito tempo. Me culpei, fui julgada mas hoje sei que amamentar não é a única coisa que você pode fazer por um filho. Levantar para fazer mamadeira de mamadeira também é um ato de amor. Minha filha é muito saudável graças a Deus.

    • 29 de novembro de 2016 às 4:02 pm

      Obrigada pelo seu comentário, fico feliz em conhecer a realidade de outras pessoas reais que assumem também as suas dificuldades, e mesmo assim são super mães como qualquer outra que se importa pelo seu filho! Um beijo.

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